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Em dia de tomada de posse, Associação de Diretores de Enfermagem exige mudanças e maior autonomia de gestão
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Em dia de tomada de posse, Associação de Diretores de Enfermagem exige mudanças e maior autonomia de gestão

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Novos órgãos tomaram posse em Penafiel

Associação vai indicar personalidades para integrar as comemorações dos 40 anos do SNS em 2019

O Centro Hospitalar do Tâmega (CHTS) recebeu esta sexta-feira, 16 de março, a primeira reunião e tomada de posse dos órgãos da Associação de Diretores de Enfermagem (ADE).

José Ribeiro, enfermeiro diretor do CHTS é o novo presidente da associação de âmbito nacional, onde participam todos os enfermeiros diretores dos Hospitais Portugueses do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O Centro Hospitalar passa assim também a ser a sede da Associação de Diretores de Enfermagem, associado ao hospital onde exerce funções o Presidente eleito.

José Ribeiro, eleito presidente da ADE no dia 27 de janeiro, defende com carácter de urgência a necessidade de se implementarem mudanças relacionadas com uma maior autonomia de gestão, nomeadamente no que diz respeito aos contratos de substituição.

Para o novo presidente, os contratos de substituição como, por exemplo, a substituição temporária de profissionais em gravidez de risco, licença de maternidade/ paternidade ou doenças prolongadas, devem ser decididos e celebrados pelos Conselhos de Administração dos hospitais e ratificados pela tutela, o objetivo é garantir que em tempo útil se garanta o número de profissionais necessários e a qualidade e segurança dos cuidados.

Os hospitais têm que ter autonomia para contratar, desde que esses contratos não ultrapassem os mapas de pessoal aprovados. O presidente da associação acrescenta que “é desta forma que se diminui o absentismo, a sobrecarga de trabalho e a despesa em horas extraordinárias, sem aumento de efetivos e despesa”.

José Ribeiro exemplifica, “há casos em que quando um profissional tem de ser substituído temporariamente, o processo burocrático e centralizado demora tanto tempo que, por vezes, o profissional que esteve ausente entretanto regressa ao serviço, tendo o serviço estado, em alguns casos, durante meses com equipas mais reduzidas.”

O novo presidente da ADE está ainda “preocupado com a previsível passagem em julho das 40 horas para as 35 horas/semanais, o que significará uma drástica redução de recursos humanos. Não está em causa a redução do horário, mas sim a necessidade de acautelar desde já o reforço de enfermeiros para colmatar a carência que resultará desta alteração da carga horaria semanal.”

O responsável defende ainda a criação da categoria profissional de enfermeiro gestor e especialista, destinada aos profissionais com funções assistenciais e clínicas, mas que também são responsáveis pela gestão de serviços e departamentos.

Nesta reunião foi ainda tomada a posição da Associação de Diretores de Enfermagem, propor que sejam considerados os nomes das profissionais de enfermagem Mariana Diniz Sousa e Augusta Sousa para integrar o desafio lançado pela tutela de indicar 40 personalidades que representem ou tenham representado o verdadeiro espirito do Serviço Nacional de Saúde, no âmbito das comemorações dos 40º Aniversario do SNS, quês e comemora a 15 de setembro de 2019.

A Associação de Diretores de Enfermagem, criada em outubro de 1998, abrange os 44 enfermeiros diretores dos hospitais portugueses.

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