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Jangada Teatro com José Carretas ao leme ‘rema’ para fazer “Correr o Fado”
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Jangada Teatro com José Carretas ao leme ‘rema’ para fazer “Correr o Fado”

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Há novas e trovas à solta no Tâmega e Sousa

É no âmbito de uma iniciativa cuja denominação assumida é “Jangada de Histórias”, à qual se pretende conferir alguma periodicidade regular, que este espectáculo de título extenso “Correr o Fado ou A Primeira de Quatro e Última de Sete e ou El Rei Tardo ou SeteSeteSete” se insere. Por uma questão prática, o referido artefacto dramatúrgico passa a ser conhecido apenas por “Correr o Fado”.

Deste modo, a Jangada Teatro lançou o convite ao experiente encenador José Carretas (trabalhou com companhias como A Barraca, O Bando, fundou a Panmixia, escreveu múltiplas peças e encenou outras tantas) para encabeçar o projecto e dar vida em palco a um trabalho que estreia no próximo dia 23 de Março, sexta-feira, no Auditório Municipal de Lousada. A Jangada teatro está prestes a atingir as 50 produções, esta é mesmo a 49ª.

Para melhor compreender o que estará em cena, convém explicitar que segundo a tradição popular, o sétimo filho, se for rapaz, nasce “tardo” ou “trasgo”. Precisa de “correr o fado”, para quebrar a maldição. Se não atravessar três fontes, três pontes e três montes, transforma-se em lobisomem. Eduardo, o herói da nossa história, vai fazendo o seu percurso e recebendo pelo caminho um bordão, um cavaquinho e uma caixa. Graças a estes três objectos “mágicos”, Eduardo, o camponês, acabará por ser rei de um reino feito à imagem e semelhança.

José Carretas, o encenador, enfatiza a vertente do entretenimento que o espectáculo contém, ainda que sem descartar uma dimensão pedagógica que o mesmo possa proporcionar. “Este espectáculo é um divertimento. O objectivo é muito simples: brincar. Brincar às historinhas, brincar com as palavras, brincar ao faz de conta, de forma livre, premeditadamente inocente, irresponsável, como o teatro pode ser.” A complementar esta toada de raciocínio, complementa ainda: “ Em linguagem de adultos, trata-se de um espectáculo lúdico que foi buscar inspiração a lendas locais do Vale do Tâmega e do Sousa. Mas quem procurar uma lenda específica, particular, dificilmente a encontrará.  É uma mistura uma fusão (uma confusão) de lendas.”