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LOUSADA: Folia’18 faz chamada para embarque na ‘jangada teatral’ entre 21 e 28 de Abril…

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Companhia do Chapitô, Teatro do Montemuro, Astro Fingido, Commedia a la Carte e Joseph Collard estão entre os passageiros que rumam a Lousada

Já faltou mais para que o número mágico das 20 edições do Folia – Festival Internacional de Artes do Espectáculo, que se realiza em Lousada, seja finalmente atingido. Este ano dá-se a feliz coincidência de se completarem 18 anos do ‘Folia’, precisamente em 2018. É por certo um bom auspício para esta iniciativa que teima em vingar fora dos grandes centros de decisão cultural, em maré de artes agitadas, e cujo calendário de realização se aproxima, uma vez que decorre entre os próximos dias 21 e 28 de Abril.

E existem mais do que motivos para ‘Folia…r’, como veremos adiante. Comecemos mesmo pelo princípio: a 21 e 22 as hostilidades abrem com a peça “Correr o Fado”, encenada por José Carretas e ‘remada em palco’ pela Jangada Teatro – a tal companhia que joga em casa e é a alma organizativa do festival em conjunto com a Câmara Municipal de Lousada – o espectáculo em ‘ca(u)sa’ terá a sua ‘investidura teatral’ ratificada pelo público local e pelos muitos forasteiros que habitualmente se deslocam até ao Auditório Municipal onde tudo decorre: “Correr o Fado” teve uma apresentação única no passado dia 23 de Março.

Para melhor compreender o que estará em cena, convém explicitar que segundo a tradição popular, o sétimo filho, se for rapaz, nasce “tardo” ou “trasgo”. Precisa de “correr o fado”, para quebrar a maldição. Se não atravessar três fontes, três pontes e três montes, transforma-se em lobisomem. Eduardo, o herói da nossa história, vai fazendo o seu percurso e recebendo pelo caminho um bordão, um cavaquinho e uma caixa. Graças a estes três objectos “mágicos”, Eduardo, o camponês, acabará por ser rei de um reino feito à imagem e semelhança. É mais do que garantido que esta ‘brigada da remática’, a Jangada Teatro, se apresentará em forma.

A 23 de Abril existirão motivos de sobra para uma presença no auditório: estará em cena a sobejamente conhecida Companhia do Chapitô, de Lisboa, com a versão mais recente de “Electra”, uma criação que celebra os vinte anos de existência desta trupe teatral sediada na capital. No dia seguinte, portanto a 24 de Abril, os actores que dinamizam as artes performativas no recôndito mas belo enclave montanhoso da aldeia de Campo Benfeito, mais conhecidos por Teatro do Montemuro, estarão em Lousada para apresentarem “4 Clowns do Apocalipse”, é também coisa que promete.

No dia em que se comemora a “Revolução dos Cravos”, 25 de Abril, há uma ‘evocação dos escravos’, das ‘escravas’ neste caso, é um avivar da memória por parte da companhia Astro Fingido sobre a dureza acérrima de tempos não muito distantes e que serve de homenagem às mulheres carreteiras: aquelas que carregavam os móveis à cabeça nesta mesma região do Vale do Sousa, onde pontifica de forma histórica a intensa produção de mobiliário. O título assume uma dupla acepção: “Mulheres Móveis”. A dramaturgia e encenação estão a cargo de Fernando Moreira e a peça já percorreu diversas coordenadas geográficas do território nacional, será bom (re)vê-la.

Volvido apenas mais um dia e somam-se novas razões para não faltar. A 26 de Abril marcarão presença os Commedia a la Carte. Praticam um teatro marcado pelo improviso performativo e que têm dado cartas um pouco por todo o lado. César Mourão e Carlos M. Cunha prometem voltar a fazer das suas em “Os Melhores do Mundo”, é garantia de um tempo nada perdido e até bem pelo contrário pois os ganhos em termos de humor e boa disposição estão garantidos à partida.

A 27 de Abril, e quase em toada final, Joseph Collard, o notável humorista visual belga sobe ao palco para interpretar “ZiC Zag”. Detentor de uma impressionante carreira que o levou a uma colaboração com essa brigada canadiana incontornável do mundo das artes circenses que dá tão-somente pelo nome de Cirque du Soleil, Collard foi entre muitas outras coisas director da companhia “Les Fouenambules”. Um espectáculo que vai ser um… mimo!

Sara Tavares, que dispensa apresentações mais extensas, basta dizer que ganhou o concurso “Chuva de Estrelas” (SIC) em 1993/1994 e venceu copiosamente um Festival RTP da Canção também em 1994, será a mestre-de-cerimónias do rodapé do Folia’18 em versão musical.

E como a relação de parentesco é sadia, logo a seguir ao ‘Folia’ existe um ‘Foliazinho’, que em 2018 celebra a sua 11ª edição. Destinado aos mais pequenos, como o próprio nome indica, decorrerá entre 2 e 6 de Maio.

Deve ainda realçar-se que a Jangada Teatro, que organiza e promove o ‘Folia’, tem convidado companhias e mostrados os espectáculos de produção própria quer em Portugal quer além-fronteiras para um número surpreendente de 250.000 espectadores. Uma parte significativa destes em palcos de Espanha, França, Lituânia, Grécia, Brasil, EUA, México e China.

Jangada Teatro

Auditório Municipal de Lousada

Quinta das Pocinhas

4620-674 Lousada

Tlf: 255815697

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