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XIII SEMANA GASTRONÓMICA DO CAPÃO À FREAMUNDE DE 1 A 13 DE DEZEMBRO
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XIII SEMANA GASTRONÓMICA DO CAPÃO À FREAMUNDE DE 1 A 13 DE DEZEMBRO

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A Semana Gastronómica do Capão à Freamunde vai decorrer de 1 a 13 de dezembro na cidade de Freamunde, no concelho de Paços de Ferreira. Esta iniciativa, que visa a promoção do capão, continua a surpreender pelo número de restaurantes aderentes: este ano são 13 restaurantes que participam no concurso gastronómico, que confere ao restaurante vencedor o prémio de melhor Capão.

NOVIDADE!
Uma das grandes novidades é a introdução de um selo identificativo da ave, com a colocação de uma anilha, passando a partir de agora a existir um “bilhete e identidade” do Capão de Freamunde. Só podem entrar no Concurso de melhor Capão Vivo as aves com “BI”.
O Capão à Freamunde tem a denominação de Indicação Geográfica Protegida (IGP), atribuída pela Comissão Europeia.
OUTRA NOVIDADE!

Por regra, a ave é servida à unidade, mediante encomenda prévia, mas este ano os restaurantes vão servir, também, capão à dose (durante a semana gastronómica, cada restaurante tem um dia marcado em que serve capão em dose, seja ao almoço seja ao jantar). O objetivo desta iniciativa é proporcionar a mais pessoas degustar Capão à Freamunde!
EMBAIXADORES DO CAPÃO À FREAMUNDE
CHEF HONORÁRIO – CHEF Hélio Loureiro
CHEF HONORÁRIO – CHEF Silva (António Silva)

1. CHEF Duas Estrelas Michelin Ricardo Costa Yeatman, Gaia;
2. CHEF Estrela Michelin Tiago Bonito, Casa da Calçada, Largo do Paço, Amarante;
3. CHEF Estrela Michelin Rui Paula – Casa de Chá Leça da Palmeira
4. CHEF Estrela Michelin Pedro Lemos – Restaurante Pedro Lemos, Porto
5. CHEF Estrela Michelin Miguel Laffan, L’And Vineyard, Montemor-o-Novo;
6. CHEF bi Gourmand Ricardo Costa, Restaurante Casinha Velha – Marrazes, Leiria
7. CHEF bi Gourmand Renato Cunha, Restaurante Ferrugem Vila Nova de Famalicão;
8. CHEF Adozinda Gonçalves, Restaurante Monte Murado, Vila Nova de Gaia;
9. CHEF José Cordeiro, The Blini, Gaia
10. CHEF Maria Palmira Pereira, Restaurante Bocados, Ponte de Lima;
11. CHEF Pedro Amaral Nunes – Restaurante São Gião, Moreira de Conegos
12. CHEF Álvaro Costa – Porto Palácio Hotel;
13. CHEF Nuno Dinis – Restaurante Tágide, Lisboa
14. CHEF Nuno Santos – Puttanesca, Leiria;
15. Dra. Rosário Machado – Diretora da Rota do Românico;
16. Dra. Rosa Patacho – Ministério de Agricultura
17. Fernando Moura – Jornalista

CONCURSO GASTRONÓMICO

O prémio será entregue no dia 12, na Quinta do Pinheiro, em Freamunde, durante o jantar de Gala promovido pela Junta de Freguesia de Freamunde, em parceria com a Associação de Jovens Ao Futuro (AJAF), com o apoio da Confraria do Capão, da Associação de Criadores de Capão e com o apoio da Câmara Municipal de Paços de Ferreira.
Neste evento, reúnem-se à mesma mesa vários apreciadores deste prato, convidados de Confrarias, produtores e gastrónomos, jornalistas e personalidades estrangeiras que se deslocam a Freamunde para da saborearem um “manjar dos deuses”.

A FEIRA DE S. LUZIA
No dia 13 de dezembro, realiza-se a tradicional “Feiras dos Capões”, onde vários produtores de galináceos participam no concurso de melhor capão vivo. Esta é uma ocasião única para serem apreciados diversos exemplares de rara beleza, alguns exibindo um soberbo porte físico. O concurso visa, fundamentalmente, incentivar os criadores de capão a manterem viva esta tradição de Freamunde.
A Feira dos Capões foi oficialmente instituída a 3 de outubro de 1719 por provisão d’El-Rei D. João V. Os estudiosos indicam-na como costume medieval, pelos relatos de notícias em documentos do Séc. XV.
O melhor da feira, e o que lhe concedeu a fama e popularidade dos dias de hoje, é o imenso mercado de aves que atrai milhares de visitantes à Cidade de Freamunde vindos de todo o Portugal e até de Espanha, sobretudo da Galiza.
A certificação do Capão à Freamunde, com a denominação de Indicação Geográfica Protegida (IGP), atribuída pela Comissão Europeia, tem levado a Câmara de Paços de Ferreira a apostar na promoção desta especialidade em diversas capitais europeias, de modo a que o capão à Freamunde ombreie lado a lado com outras especialidades da gastronomia europeia e mundial.
No nosso país, durante a noite de consoada, o capão à moda de Freamunde, assado no forno, acompanhado com batatas assadas e grelos, já substitui, desde há vários anos, o peru, outra ave muito apreciada durante as festas natalícias dos portugueses.

A LENDA DO CAPÃO!

O ato de capar remonta ao tempo dos Romanos. Consta a lenda que o Cônsul Romano Caio Cânio, cansado da perda do sono por causa do cantar dos galos, fez aprovar uma lei impeditiva da existência destas aves na cidade de Roma.
Sem contrariar a lei, houve quem se lembrasse de uma forma de continuar a usufruir da carne dos galos sem que estes cantassem: capando-os. Surgiu, assim, o capão, que ultrapassa em beleza, tamanho e sabor, o galo macho.
Com a romanização de todo o território do Noroeste Peninsular, a tradição de criação do capão foi passando de geração em geração. O animal castrado apresenta peito largo, com grande abundância de massa muscular, patas e pele de cor amarelada e coxas muito desenvolvidas e musculadas.

O CAPÃO DE FREAMUNDE: UMA AVE ESPECIAL!

A sua carne é mais tenra e macia e, quando assado, adquire um requintado e inigualável sabor. O capão sempre foi apontado como iguaria, habitual nos repastos e banquetes reais. Inúmeros historiadores e cronistas mencionaram-no nas suas obras como sendo um prato de excelência servido aos Reis.
Foram três os fatores que contribuíram para este posicionamento tão elevado do capão: primeiro, as inegáveis qualidades gastronómicas da carne da ave; segundo, o facto de o capão ser o “ex-libris” de Freamunde; por último, a vontade de receber bem e sempre de braços abertos, aqueles que visitam o concelho de Paços de Ferreira.

CAPÃO À FREAMUNDE – A RECEITA

Depois de embriagado com vinho do Porto, mata-se o Capão, abre-se e lava-se. Deixa-se em água fria com rodelas de limão, cerca de uma hora. De seguida põe-se a escorrer e coloca-se em vinha-d’alhos durante 24 horas. No dia de o cozinhar, põe-se a estalar, numa caçarola, o azeite,

gordura de porco e cebola às rodelas. Deita-se uma boa colher de sopa de manteiga, meio 2,5dl de vinho branco e vinho do porto e tempera-se com sal q.b.
Escorre-se o Capão, esfrega-se todo com este novo molho. Antes de meter no forno recheia-se com o seguinte picado refogado: azeite, cebola, alho, miúdos do capão, presunto, salpicão, chouriço de carne, carne de vaca, vinho branco, piripiri, louro, salsa, etc. Depois de guisado é passado e bem misturado com “farófia” no resto do molho. Enche-se a barriga do capão e cose-se. Coloca-se na pingadeira de barro, e leva-se ao forno a assar lentamente (cerca de 3h), coberto com papel de alumínio para não queimar demais. Deve picar-se com um garfo de vez em quando, ao mesmo tempo que se rega com o molho da assadeira e vinho do porto. A operação de picar com o garfo deve ser cuidadosa para não ferir a pele que deve ficar estaladiça e loura. Meia hora antes, tira-se o papel para alourar. Acompanha-se com batatas assadas e grelos.