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Violência doméstica no Tâmega e Sousa: maioria das vítimas são mulheres, quase metade dos agressores tem alguma dependência

por Leite Beatriz
Violência doméstica no Tâmega e Sousa: maioria das vítimas são mulheres, quase metade dos agressores tem alguma dependência

Um estudo realizado pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa revela que 91% das vítimas de violência doméstica neste território são mulheres que têm, na sua maioria, uma relação conjugal com o agressor (72%). Por sua vez, em quase metade dos agressores da região (47%) foi detetada algum tipo de dependência (álcool e/ou drogas). O mesmo documento indica que a violência psicológica está presente em quase todos os casos (95%), enquanto que a violência física marca 54% das situações.

Estes e outros dados podem ser consultados no estudo “Caracterização da violência doméstica no Tâmega e Sousa: compreender para intervir”, já referenciado acima e apresentado esta quarta-feira, no âmbito do I Seminário da Unidas — Rede Intermunicipal de Apoio à Vítima do Douro, Tâmega e Sousa. Rede esta que é constituída por 11 estruturas de atendimento a vítimas de violência doméstica, coordenada pela CIM do Tâmega e Sousa.

O relatório, que reúne dados de 2020 e 2021, mostra ainda que foram vítimas de violência doméstica 41 crianças e jovens acompanhados pelas Unidas e que os agressores são, na maioria, do sexo masculino, com uma idade média de 46 anos.

Citado em comunicado, Pedro Machado, presidente do Conselho Intermunicipal, salientou a importância da existência de respostas sociais como as Unidas para realizar um “trabalho de forma concertada e articulada”. “É muito mais profícuo, pois há um padronizar de abordagens, de metodologias e, sobretudo, uma maior eficiência nas respostas”, terá acrescentado.

A secretária de Estado da Igualdade e Migrações, Isabel Almeida Rodrigues, que presidiu à sessão de abertura do seminário, citada em comunicado, explica, por sua vez, que “quanto mais reforçamos a rede de respostas e de apoio às vítimas, mais confiança e segurança as vítimas sentem para procurar ajuda, para denunciarem as situações”.

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