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Casa das Artes de Felgueiras será palco da peça de teatro “2084: O Triunfo Sobre os Porcos”
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Casa das Artes de Felgueiras será palco da peça de teatro “2084: O Triunfo Sobre os Porcos”

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Dia 22 de fevereiro, Sábado, às 21h30, na Casa das Artes de Felgueiras

«2084: O TRIUNFO SOBRE OS PORCOS »

No dia 22 de fevereiro, sábado, às 21h30, a Casa das Artes de Felgueiras será palco de “2084: O Triunfo Sobre os Porcos”, uma peça de teatro que conta com atuações de Rui Spranger, Sandra Salomé, Filomena Gigante e da felgueirense Daniela Jesus. Trata-se de uma estreia a nível nacional e a peça estará em cena exclusivamente no Teatro Constantino Nery, em Matosinhos, no Teatro Circo, em Braga e na Casa das Artes de Felgueiras.

A ação passa-se algures nos finais do século XXI ou início do século XXII, quando a espécie humana, por ação das ‘elites’ económicas e políticas, sofreu uma drástica redução programada da população, uma vez verificada a impossibilidade do planeta suportar tanta gente e da esmagadora maioria do trabalho braçal ter podido ser substituído por formas de tecnologia avançada; alguns outros serviços, mais especializados, são ainda garantidos por ‘Serviçais’ que se conta que venham a tornar-se também ‘descartáveis’.

Os bilhetes, à venda na Casa das Artes de Felgueiras, têm um custo de dez euros. Para mais informações:bilheteira@casadasartesdefelgueiras.com ou 255 340 340. Ticketline.

 

Sinopse

Estamos algures para lá do ano de 2084. A morte é um tabu porque se criou a ideia da eternidade do Homem baseada nos avanços tecno-biónicos e na redução demográfica drástica. Restam alguns serviçais (em breve a serem substituídos por inteligência artificial de última geração; e os caídos que são perseguidos e desprezados, mas a quem a Igreja acolhe à noite nas capelas, por compaixão e defesa da vida humana no meio de uma sociedade ultra-indivudualista e amoral. Já não há, entre os poderosos, procriação natural, mas encomendas de bebés com orelhas de canguru, vg. O sexo deixou de ser expressão de amor ou jogo de afectos para ser um dever social, sobretudo valorizado pelo incesto.

Neste quadro de fundo, dois irmãos (Apolo e Rasputina) aguardam o disfarce do cadáver do pai para sair para a rua como se fosse para a Gronelândia exterminar pinguins! Acompanha-os uma prima a quem extraíram metade dos tímpanos, porque ‘tinha manias’ de ouvir coisas que não devia e puseram-lhe implantes de infravermelhos para ver melhor… Tida por meia-tolinha, de vez em quando entra numa espécie de transe e diz coisas, para eles sem sentido, com uma convicção que mistura conceitos cristãos com doutrinas marxistas e a evocação de artistas. Passa também por cena, para uma sessão sadomasoquista (banalizada como coisa divertida naquelas vivências) uma tal Hedónica, viúva do general Daesh! Todavia, no final…

Ficha Técnica e Artística

Texto original: Castro Guedes

Encenação e Cenografia: Castro Guedes

Elenco: Sandra Salomé, Rui Spranger, Filomena Gonçalves e Daniela Jesus

Iluminação: Eduardo Brandão

Reportagem e Vídeo: Luciano Lopes

Montagem de Banda Sonora: Vladimiro Alcindo

Design Gráfico e Imagem Global: Maria João Alves

Produção Executiva: José Galvão Rodrigues