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CIM do Tâmega e Sousa trabalha na prevenção dos incêndios do próximo verão
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CIM do Tâmega e Sousa trabalha na prevenção dos incêndios do próximo verão

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Brigada de Sapadores Florestais da região já limpou mais de 92 hectares de área florestal

Apesar das circunstâncias excecionais ocasionadas pela pandemia de COVID-19, que obrigaram à adoção das necessárias medidas de contingência, a Brigada de Sapadores Florestais da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM do Tâmega e Sousa) continua no terreno a realizar trabalhos de silvicultura preventiva para diminuir os riscos de incêndio no próximo verão.

Numa altura em que falta pouco mais de um mês para o início do período crítico de incêndios rurais, que decorre entre julho e setembro, as ações realizadas até então serão fundamentais tanto para prevenir as ocorrências como para minimizar as suas consequências.

Nesse sentido, desde janeiro que a Brigada de Sapadores Florestais está a proceder à execução de faixas de gestão de combustível da região, tendo, até ao momento, abrangido uma área total de mais de 92 hectares, distribuída pelos concelhos de Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Cinfães, Lousada e Marco de Canaveses, em áreas com maior vulnerabilidade aos incêndios, por corresponderem a manchas florestais ou pela sua proximidade a estas. De destacar a intervenção com fogo controlado em cerca de 50 hectares da serra de Matos, em Baião, dando assim cumprimento ao Plano Nacional de Fogo Controlado definido para essa rede primária. 

A par dos trabalhos de silvicultura preventiva, esta Brigada participou também no projeto-piloto promovido pela Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), que procura sensibilizar e apoiar os pastores na realização de queimadas em áreas de silvopastorícia e contribuir para a redução da área ardida de forma desregulada durante o verão. O projeto decorreu na serra de Montemuro, em Cinfães, onde foram queimados, de forma controlada, 20 hectares de área de pastoreio.

Os trabalhos de silvicultura preventiva vão continuar mesmo durante o período crítico de incêndios. O objetivo é garantir todas as condições para diminuição da superfície percorrida por grandes incêndios, permitindo uma intervenção direta de combate. 

A ação da Brigada tem decorrido em estreita articulação com os Gabinetes Técnicos Florestais dos 11 municípios que integram a CIM do Tâmega e Sousa e com o ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, cumprindo assim o definido nos Planos Municipais e no Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios, respetivamente.

Estes trabalhos dão continuidade aos realizados no ano passado, no qual foram intervencionados mais de 95 hectares de mancha florestal, enquadrando-se na estratégia da CIM do Tâmega e Sousa, que assume a conservação da natureza e da floresta e a proteção civil como uma das suas áreas de intervenção. 

Neste contexto, é de referir o reforço da região do Tâmega e Sousa com uma segunda Brigada de Sapadores Florestais, que irá iniciar funções no próximo mês, juntando-se à equipa constituída em março do ano passado e que arrancou com o trabalho efetivo no terreno há precisamente um ano, bem como a constituição, em 2018, do Gabinete Técnico Florestal Intermunicipal do Tâmega e Sousa. Estes projetos resultam de candidaturas apresentadas pela CIM do Tâmega e Sousa ao ICNF, sendo cofinanciados pelo Fundo Florestal Permanente.

CIM do Tâmega e Sousa